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terça-feira, 10 de março de 2009

O QUE É SERVIÇO SOCIAL

PATRIMÔNIO HISTÓRICO E LEGAL
As primeiras escolas de formação profissional do Serviço Social foram criadas a partir de 1936 e a regulamentação da profissão ocorreu em 1957. O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) foi criado pela Lei n° 3.252 de 27/08/1957 e regulamentado pelo Decreto n° 994 de 15/05/1962. Acompanhando as transformações da sociedade brasileira, a profissão passou por mudanças e necessitou de uma nova regulamentação que ocorreu por meio da Lei 8662/1993 de 07/06/1993.

O CFESS é um órgão normativo de grau superior e dotado de personalidade jurídica de direito público, tendo como competências orientar, normatizar, fiscalizar disciplinar, supervisionar e defender o exercício da profissão do Assistente Social em conjunto com os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS).

Os CRESS, também dotados de personalidade jurídica de direito público, são órgãos executivos e de primeira instância decisória, que têm como atribuições precípuas, fiscalizar, orientar e disciplinar o exercício profissional na área de sua jurisdição.

As direções do CFESS e dos CRESS são compostas por nove membros efetivos e nove suplentes, eleitos dentre os assistentes sociais por via direta, para um mandato de três anos, em gestão colegiada.

A profissão, historicamente, já contou com a orientação dos Códigos de Ética de 1947, 1965, 1975, 1986 e o que vigora atualmente é o que foi aprovado em 13 de março de 1993.
O Código de Ética atualizado e aprovado em 1993 expressa o projeto profissional contemporâneo comprometido com a democracia e com o acesso universal aos direitos sociais, civis e políticos.
Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes - autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais;

Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do auto­ritarismo;
Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes trabalhadoras;
Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da par­ticipação política e da riqueza socialmente produzida;

Posicionamento em favor da eqüidade e justiça social, que assegure uni­versalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e polí­ticas sociais, bem como sua gestão democrática;
Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discrimina­dos e à discussão das diferenças;
Garantia do pluralismo, através do respeito às correntes profissionais de.­mocráticas existentes e suas expressões teóricas, e compromisso com o constante aprimoramento intelectual;

Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação-exploração de classe, etnia e gênero;

Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que par­tilhem dos princípios deste Código e com a luta geral dos trabalhadores;

O Compromisso com a qualidade dos serviços prestados à popula­ção e com o aprimoramento intelectual, na perspectiva da com­petência profissional;

Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar; por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, naciona­lidade, opção sexual, idade e condição física.
11 princípios do Código de Ética

A prática profissional também é orientada pelos princípios e direitos firmados na Constituição Federal de 1988 e na legislação complementar referente às políticas e aos direitos sociais.

Entre resoluções e normas que hoje, orientam o exercício profissional destacamos a Resolução CFESS no 489/06 de 03/06/2006 - "que estabelece normas vedando condutas discriminatórias ou preconceituo­sas, por orientação e expressão sexual por pessoas do mesmo sexo, no exercício profissional" e a Resolução CFESS no 493/06 de 21/08/2006 - "que dispõe sobre as condições éticas e técnicas do exercício profissional do Assistente Social".

A Política Nacional de Fiscalização (PNF), aprovada por meio da Resolução CFESS no 382 de 21/02/1999, estabelece as diretrizes e estratégias para o processo de fiscalização do exercício profissional, que é praticada pelos Conselhos Regionais de Serviço Social, órgãos de primeira instância decisória. Com vistas à sua atualização, a PNF foi recentemente revista após discussões coletivas que envolveram o CFESS e todos os CRESS.

O CFESS, os 25 CRESS e as duas Seccionais de Base Estadual em suas respectivas jurisdições, formam o que chamamos de Conjunto CFESS/CRESS.

PATRIMÔNIO POLÍTICO

A constituição política desta categoria passa pela forma de organização e construção coletiva e está subordinada às decisões do Encontro Nacional CFESS/CRESS, que se constitui no fórum máximo de deliberação da profissão. Este se reúne anualmente com a participação do CFESS e de todos os Conselhos Regionais, incluindo também a base da categoria.

A categoria profissional fez a opção por um projeto de transformação da sociedade, comprometido com valores e princípios que apontam para a autonomia, a emancipação, a defesa de liberdade, a socialização da política e da riqueza socialmente produzida e o pleno desenvolvimento de seus usuários.

Nas últimas décadas marcadas pela luta dos setores democráticos contra a ditadura e pela consolidação das liberdades políticas no Brasil, o Serviço Social experimentou um profundo processo de renovação no qual se desenvolveu teórica e praticamente, laicizou-se e diferenciou-se. Na entrada dos anos 1990, apresentou-se como profissão reconhecida academicamente e legitimada socialmente. (Introdução do Código de Ética). Entre as conquistas teóricas e ganhos práticos, no plano da reflexão e da normatização ética, está o Código de Ética Profissional de 1993. Com grande referencia no Código de Ética de 1986, fundado na negação da base filosófica tradicional nitidamente conservadora, que norteava a "ética da neutralidade", o atual código é a afirmação de um profissional comprometido com os valores democráticos e com a justiça social.

Transitamos de uma concepção restrita da fiscalização profissional para uma entidade que se qualifica como representante dos trabalhadores e faz a defesa intransigente dos direitos sociais como compromisso ético-político profissional.

QUALIFICAÇÃO REQUERIDA

O curso de Serviço Social é oferecido por Universidades públicas, privadas e comunitárias, realizado em 4 anos, no mínimo, sob orientação da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, aprovadas em 1996. No que tange à organização estudantil, a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO) é a entidade máxima de representação dos estudantes de Serviço Social do país.
ONDE TRABALHAMOS E O QUE FAZEMOS

O trabalho dos assistentes sociais possui relevância pública e implicações éticas
Os profissionais devem atuar em conformidade com os princípios do Código de Ética do Assistente Social e devem considerar as relações de classe, gênero e etnia, as expressões políticas, culturais, religiosas e de organização além dos aspectos de ordem afetiva. São consideradas posturas violadoras da legislação o preconceito, arbítrio, autoritarismo, discriminação, negligência entre outras condutas repressoras. Aqueles que infringirem os preceitos e princípios da le­gislação profissional poderão responder processo ético, seguindo os trâmites estabelecidos pelo Código Processual de Ética, sendo garantido os princípios do amplo direito de defesa e do contraditório.

O exercício profissional provoca impactos significativos nas condições e nos modos de vida dos usuários por possibilitar o acesso às políticas, serviços, pro­gramas, projetos e benefícios sociais, bem como colabora para a construção do protagonismo social, e de mudanças nas condições sociais e econômicas, na direção de novas formas de sociabilidade.

O Serviço Social é uma profissão que se apóia em um projeto ético-político que o habilita a formular respostas profissionais às múltiplas expressões da questão social que se colocam como demandas nos mais diversos espaços institucionais.

Neste sentido, as políticas sociais possibilitam a intervenção do assistente so­cial nos processos que interferem na reprodução social da vida cotidiana de milhares de usuários que vivem em situação de desemprego, pobreza, exclu­são, frágil ou nulo acesso das políticas públicas, negligência, exploração sexual, abandono, dependência química, fragilidade ou perda de vínculos relacionados e de pertencimento, preconceito, entre outras.
MERCADO DE TRABALHO

As instituições que têm contratado assistentes sociais, em geral são: prefeituras, executivos federais e estaduais, autarquias, associações, entidades prestadoras de serviços e de apoio à luta por direitos, sistema judiciário e presidiário, Minis­tério Público, sistema de saúde, empresas, sindicatos, sistema previdenciário, escolas, fundações, universidades, centro de pesquisa e assessoria. Conside­rando os processos de descentralização das políticas públicas e de implantação dos sistemas públicos, a exemplo do Sistema Único de Saúde, Sistema Único de Assistência Social e do Sistema de Medidas Sócio-Educativas, tem ocorrido uma expansão de ocupações profissionais, em assessorias e consultorias, na elaboração e coordenações de políticas, programas e projetos e na prestação de serviços à população.

Serviço Social



É uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho. Inserido nas mais diversas áreas (saúde, previdência, educação, habitação, lazer, assistência social, justiça, etc) com papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais, o assistente social efetiva sua intervenção nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, por meio de uma ação global de cunho sócio-educativo e de prestação de serviços.
É uma das poucas profissões que possui um projeto profissional coletivo e hegemônico, denominado projeto ético – político, que foi construído pela categoria a partir das décadas de 1970 –1980 e que expressa o compromisso da categoria com a construção de uma nova ordem societária, mais justa, democrática e garantidora de direitos universais. Tal projeto tem seus contornos claramente expressos na Lei 8662 – 93, no código de Ética Profissional – 1993 e nas Diretrizes Curriculares.
A profissão de assistente social surgiu no Brasil na década de 1930. O curso superior de Serviço Social foi oficializado no país pela lei nº 1889 de 1953. Em 27 de agosto de 1957, a Lei 3252, juntamente com o Decreto 994 de 15 de maio de 1962, regulamentou a profissão. Em virtude das mudanças ocorridas na sociedade e no seio da categoria um novo aparato jurídico se fez necessário de forma a expressar os avanços da profissão e o rompimento com a perspectiva conservadora. Hoje a profissão encontra-se regulamentada pela Lei 8662 de 07 de junho de 1993 que legitima o Conselho Federal de Serviço Social e Conselhos Regionais. E, fundamentalmente, define em seus artigos 4º e 5º, respectivamente, competência e atribuições privativas do assistente social.
Além da Lei, contamos também com o Código de Ética Profissional que veio se atualizando ao longo da trajetória profissional. Em 1993, após um rico debate com o conjunto da categoria em todo o país, foi aprovada a quinta versão do Código de Ética Profissional, instituída pela Resolução 273/93 do CFESS.
O Código representa a dimensão ética da profissão, tendo caráter normativo e jurídico, delineia parâmetros para o exercício profissional, define direitos e deveres dos assistentes sociais, buscando a legitimação social da profissão e a garantia da qualidade dos serviços prestados. Ele expressa a renovação e o amadurecimento teórico-político do Serviço Social e evidencia em seus princípios fundamentais o compromisso ético-político assumido pela categoria.

A emergência e institucionalização do Serviço Social como especialização do trabalho ocorre nos anos 20 e 30, sob influência católica européia. Com ênfase nas idéias de Mary Richmond e nos fundamentos do Serviço Social de Caso, a técnica está a serviço da doutrina social da Igreja.
Nos anos 40 e 50 o Serviço Social brasileiro recebe influência norte-americana. Marcado pelo tecnicismo, bebe na fonte da psicanálise, bem como da sociologia de base positivista e funcionalista/sistêmica. Sua ênfase está na idéia de ajustamento e de ajuda psico-social. Neste período há o início das práticas de Organização e Desenvolvimento de Comunidade, além do desenvolvimento das peculiares abordagens individuais e grupais. Com supervalorização da técnica, considerada autônoma e como um fim em si mesma, e com base na defesa da neutralidade científica, a profissão se desenvolve através do “Serviço Social de Caso”, “Serviço Social de Grupo” e “Serviço Social de Comunidade”.
Nos anos 60 e 70 há um movimento de renovação na profissão, que se expressa em termos tanto da reatualização do tradicionalismo profissional, quanto de uma busca de ruptura com o conservadorismo. O Serviço Social se laiciza e passa a incorporar nos seus quadros segmentos dos setores subalternizados da sociedade. Estabelece interlocução com as Ciências Sociais e se aproxima dos movimentos “de esquerda”, sobretudo do sindicalismo combativo e classista que se revigora nesse contexto.
O profissional amplia sua atuação para as áreas de pesquisa, administração, planejamento, acompanhamento e avaliação de programas sociais, além das atividades de execução e desenvolvimento de ações de assessoria aos setores populares. E se intensifica o questionamento da perspectiva técnico-burocrática, por ser esta considerada como instrumento de dominação de classe, a serviço dos interesses capitalistas.
Com os “ventos democráticos” dos anos 80, inaugura-se o debate da Ética no Serviço Social, buscando-se romper com a ética da neutralidade e com o tradicionalismo filosófico fundado na ética neotomista e no humanismo cristão. Assume-se claramente no Código de Ética Profissional, aprovado em 1986, a idéia de “compromisso com a classe trabalhadora”. O Código traz também outro avanço: a ruptura com o corporativismo profissional, inaugurando a percepção do valor da denúncia (inclusive a formulada por usuários). No âmbito da formação profissional, busca-se a ultrapassagem do tradicionalismo teórico-metodológico e ético-político, com a revisão curricular de 1982. Supera-se, na formação, a metodologia tripartite e dissemina-se a idéia da junção entre a técnica e o político. Há ainda a democratização das entidades da categoria, co, a superação da lógica cartorial pelo Conjunto CFESS/Cress, que conquista destaque no processo de consolidação do projeto ético-político do Serviço Social.
Nos anos 90, se verificam no âmbito do Serviço Social os efeitos do neoliberalismo, da flexibilização da economia e reestruturação no mundo do trabalho, da minimalização do Estado e da retração dos direitos sociais. O Serviço Social amplia os campos de atuação, passando a atuar no chamado terceiro setor, nos Conselhos de Direitos e ocupa funções de assessoria entre outros. Discutindo a sua instrumentalidade na trajetória profissional, ressignifica o uso do instrumental técnico-operativo e cria novos instrumentos, como mediação para o alcance das finalidades, na direção da competência ética, política e teórica, vinculada à defesa de valores sócio-cêntricos emancipatórios. Partindo do pressuposto da necessidade da capacitação continuada, o Serviço Social busca a ultrapassagem da prática tecnicista, pretensamente neutra, imediatista ou voluntarista.
Nos anos 2000 esta conjuntura provoca novas disputas em torno da questão social e do papel a ser cumprido pelas políticas sociais, verifica-se a proliferação de cursos de graduação privados de baixa qualidade, implementação do ensino de graduação à distância, com prejuízo ao ensino presencial. Reduz-se a capacidade de mobilização em torno de projetos coletivos, o que gera novos desafios para a luta pela consolidação dos direitos da população usuária dos serviços prestados pelos assistentes sociais.
Esses elementos apontam para a necessidade de fortalecer o projeto ético-politico profissional, que vem sendo construído pela categoria há mais de três décadas.

Fonte: http://http://www.cressrj.org.br

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A democracia de Bush no Iraque


BAGDÁ—Presidente Bush fez uma visita no domingo para o Iraque, o país que definirá o legado dele em grande parte, mas da viagem se lembrará mais provávelmente para o momento quando um iraquiano, o jornalista lançou os sapatos dele à cabeça de Sr. Bush e o denunciou em televisão ao vivo como um “cachorro” que tinha entregado morte e tristeza aqui de quase seis anos de guerra.


Um blog que olha para vida diária dentro do Iraque, produzido pela agência de Bagdá de O Times:

Um homem foi lutado ao chão depois de lançar os sapatos dele ao Presidente Bush durante uma conferência de notícias. O drama desdobrado, logo após Sr. Bush se apareceu a uma conferência de notícias em Bagdá com Primeiro-ministro Nuri Kamal al-Maliki realçar o acordo de segurança recentemente adotado entre os Estados Unidos e Iraque. O acordo inclui um compromisso para retirar todas as forças americanas ao final de 2011. O iraquiano o jornalista, Muntader al-Zaidi, 28, um correspondente para Al Baghdadia, um iraquiano independente da estação de televisão, resistiu aproximadamente 12 pés de Sr. Bush e gritou em árabe: “Este é um presente do iraque; isto é o adeus beijo, você caça!” Ele lançou um sapato então a Sr. Bush que abaixou e estreitamente evitou isto.

Como os agentes de segurança atordoados e guardas, funcionários e jornalistas assistidos, Sr. Zaidi lançou o outro sapato dele então, enquanto gritando em árabe, “Isto é das viúvas, os órfãos e esses que foram matados no Iraque!” Aquele sapato sentiu falta de Sr. Bush também estreitamente como Primeiro-ministro Maliki aderiu uma mão em frente à face do presidente, ajuda o proteja.

Os agentes de segurança de Sr. Maliki saltaram no homem, o lutaram ao chão e o apressaram fora do quarto. Eles o chutaram e o bateram até “ele estava chorando como uma mulher,” disse Maomé Taher, repórter para Afaq, uma estação de televisão possuída pela Festa de Dawa que é conduzida por Sr. Maliki. Sr. Zaidi estava então detido em custos não especificados.

Outro iraquiano os jornalistas na fila dianteira se desculparam a Sr. Bush que era incólume e experimentado para fugir o incidente fazendo uma piada. “Tudo que eu posso informar são é um tamanho 10,” ele disse, enquanto continuava levando perguntas e notando as desculpas. Ele também chamou o incidente um sinal de democracia, enquanto dizendo, “Isso é que pessoas fazem em uma sociedade grátis, chame atenção a eles,” como o homem está gritando poderia ser ouvido do lado de fora.

Mas o momento enervou os ajudantes de Sr. Maliki claramente e alguns dos americanos na companhia de Sr. Bush, em parte porque foi televisado e pode ter revelado um lapso de segurança na Zona Verde denominada, a parte o mais pesadamente afiançada de Bagdá. Dana M. Perino, o Casa Branca imprensa secretário, estava visivelmente distraído, e News de NBC informou ela tinha sido golpeada na face por um microfone nos caos.

O incidente sapato-lançado também pontuou a visita de Sr. Bush, o quarto dele aqui,de um modo profundamente simbólico, enquanto refletinda as visões conflitadas no Iraque de um homem que tombou o Saddam Hussein, ordenou a ocupação do país e trouxe isto liberdades inconcebível debaixo da regra de Sr. Hussein mas a custos enormes. Bater alguém com um sapato é considerado o insulto supremo no Iraque. Significa que o objetivo é abaixo até mesmo do que sapato que sempre está no chão e sujo. Multidões lançaram os sapatos deles/delas à estátua gigantesca de Sr. Hussein que se levantou no Quadrado de Firdos de Bagdá antes de ajudar marinhas americanas baixaram isto no dia 9 de abril de 2003, o dia que o capital derrubou. Mais recentemente no mesmo quadrado, uma multidão maior distante composta de Iraquianos que tinha oposto o acordo de segurança arremessou os sapatos deles/delas a uma efígie de Sr. Bush antes de queimar isto.

Amigos descreveram Sr. Zaidi como um jornalista dedicado. “Ele foi cometido ao trabalho dele e depois de treinar no Líbano ficou principalmente um mês atrás de correspondentes aproximadamente,” disse Haider Nassar que trabalhou com ele a Baghdadia.

“Ele teve sentimentos ruins sobre as forças de coalizão,” disse Sr. Nassar, enquanto recorrendo às forças estrangeiras Americano-conduzidas no Iraque. Sr. Nassar também disse que Sr. Zaidi tinha pedido para cobrir a conferência de notícias. Outro amigo disse freqüentemente Sr. Zaidi terminou os relatórios dele dizendo, “Informando de Bagdá ocupada, este é Muntader al-Zaidi.” Como muitos iraquiano os repórteres à conferência de notícias, Sr. Nassar disse que ele não pensou que este era um modo efetivo para Sr. Zaidi fazer as observações dele. “Isto é tão tolo; é há pouco o comportamento de um indivíduo. Ele destruiu o futuro dele,” ele disse.

A radiodifusão de canal de televisão um pedido para a liberação de Sr. Zaidi no nome da democracia e liberdade de expressão. “Qualquer procedimento contra nos fará lembrar do comportamento da ditadura e as ações violentas deles/delas, detenções fortuitas e sepulturas de massa,” o canal disse. “Baghdadia canal de TELEVISÃO também demandas que o internacional e iraquiano organizações de televisão cooperam buscando a liberação de Muntader Zaidi.”


domingo, 20 de abril de 2008

HORA DE ENCARAR A UNIVERSIDADE


Passado um ano de estudos para o vestibular, estudantes vêem com alegria o momento de começar a freqüentar a universidade. Garantida a vaga desejada, chegou à hora de se encontrar com uma nova realidade, novos professores e colegas, novas oportunidades num universo diferente. É importante assinalar que a universidade não é apenas um “colégio grande” no qual tudo funciona da mesma maneira que no ensino médio. Nela, tanto o sistema de controle quanto os relacionamentos se processam de forma diferente do que o habitual nas escolas, onde os estudantes tiveram seu percurso escolar desde o ensino fundamental. Quando nos referimos ao controle, estamos falando não apenas da vigilância quanto à freqüência, mas também da produção acadêmica que resulta em notas. Numa escola de ensino médio é comum, por exemplo, que os pais sejam chamados quando o jovem “cabula” aulas e/ou quando tem seu rendimento comprometido. Esse procedimento não é habitual numa instituição universitária, pois é esperado que o “jovem adulto” seja responsável pelo seu desempenho e se comprometa com seu aprendizado.
Também o relacionamento com o professor é diferente daquele comum no ensino médio. Se por um lado, em geral, há mais interação, por outro há mais distância, no sentido de não caber ao professor controlar o quanto o estudante acompanhou seu ritmo e realmente compreendeu e apreendeu o conteúdo. Cabe ao próprio estudante cuidar do seu acesso ao conhecimento e completar autonomamente o que foi assunto de aula, vale ressaltar que essa autonomia deve contar com a viabilização de condições necessárias para garantir a qualidade do tripé da universidade formado pelo ensino, pela pesquisa e extensão universitária. Ao professor, geralmente, cabe informar uma referência bibliográfica, que deverá ser consultada pelo estudante, o que para muitos é motivo de dificuldade. Este é um diferencial difícil de ser entendido ou aceito, sendo que muitos calouros se sentem confusos e abandonados à própria sorte. Por outro lado, para outros, esta é uma realidade vivida com profundo sentimento de alegria, que pode ser muito bem aproveitada, servindo para facilitar descobertas de autonomia e desenvolvimento. Há inclusive os que desistem do curso pelo fato de se sentirem “desadaptados” à nova realidade, sem falar do principal motivo que provoca a desistência, que é a falta de condições de permanência na universidade, afinal não basta o acesso à universidade, a permanência deve ser garantida também, o que exige uma atuação maior do governo federal/da reitoria na execução da Política de Assistência Estudantil.
É bom, portanto, que todos tenham essa consciência/clareza e se preparem para gerenciar suas próprias vidas (do ponto de vista acadêmico), buscando o acréscimo de informação/conhecimento na biblioteca, no contato com outros estudantes, na participação em seminários/debates, ou mesmo, recorrendo diretamente ao professor, além de se envolver num estudo sério e comprometido com vistas à superação do pensamento conservador ainda presente na universidade. Muitos estudantes pensam que o complicado é apenas ser aprovado no vestibular e ingressar na universidade e, idealizam que passada esta dificuldade, tudo será fácil e haverá garantia de aprovação daí por diante, assim como estará certo o seu futuro profissional. Sabe-se que hoje o diploma universitário em si não garante emprego nem rendimentos, o que não pode ser compreendido pela ausência de esforço individual, mas, sobretudo por conta dos problemas estruturais presentes na sociedade. A realidade do mundo universitário pode ser muito fascinante e permitir descobertas ricas e interessantes para qualquer pessoa através do convívio com sujeitos sociais que debatem suas proposições com fundamentos teóricos, próprio do conhecimento científico; da facilidade do acesso ao conhecimento; da troca com diversos tipos de produções acadêmicas; do contato com a cultura em geral e com a expansão do saber, em que as experiências individuais devem contribuir para o fortalecimento da coletividade. Sem dúvida, um universo fascinante que pode ser decepcionante ao nos depararmos com o sucateamento/o descaso com a universidade pública, neste caso, tem-se a necessidade de se atentar até que ponto a instituição garante acesso e permanência de qualidade, assim, nos resta um papel importantíssimo, qual seja, a luta por acesso ao nosso direito do ensino de qualidade, dentre outros, onde sejamos críticos e propositivos perante a realidade cotidiana vivenciada, para tanto, devemos nos organizar e sermos combativos. Bem vindos calouros! Parabéns pela aprovação!

Texto da professora Mariza Tavares Lima da PUC Minas com alterações feitas por estudantes de Serviço Social da UFS.